sexta-feira, 4 de junho de 2010

UM ERRO EM POLÍTICA

Quando se fala em jogo de poder, política, muitos políticos hoje são induzidos a acreditar que uma vez conseguido determinados estágios e cargos, por mais que não se atinja um determinado objetivo, a desgraça não os atingirá por completo, contando sempre com o fator monetário ou status social, como alicerce para se reerguerem em caso de derrota. Vemos então que, não há hoje, uma preocupação em se construir alianças sólidas, bem “costuradas”, não há em suma uma preocupação com o jogo político em si, substituindo isto com a idéia de quanto se pode ganhar, ou quantos aliados se pode obter por favorecimento monetário.
A preponderância desta forma de atitude e pensamento que vemos hoje, é um dos resultados do final das ideologias, que ocorreu nos anos 90 após a queda do muro de Berlim (que dividiu a Alemanha em Alemanha ocidental e Alemanha Oriental) e o fim da União Soviética. Após este período a atual globalização e o neoliberalismo, criaram uma sensação que o fator monetário e o status social tudo consegue, mas não é bem assim.
No Brasil este fato foi agravado pela pouca noção que nossa população tem de política e nação e de uma formação desde a época do Brasil Colônia de uma sociedade, administrada por particulares (Capitães Donatários), fato este já descrito por frei Vicente de Salvador, primeiro historiador do Brasil, que nos capítulos iniciais de seu livro publicado em 1627, dizia: "ninguém, nenhum homem nesta terra é repúblico, nem cuida e zela do bem comum, mas cada um do seu interesse particular".
O dinheiro sempre foi um fator que predominou em sociedade e, muitos governantes criaram estruturas baseadas nele, ou exércitos mercenários, como no caso de Roma imperial, ou alianças políticas baseadas no fator monetário ou status social do governante que faz referida aliança.
Já no livro que inaugura a ciência política, O Príncipe, Nicolau Maquiavel analisa a questão, sob a ótica de vários príncipes antigos e conclui que as alianças políticas ou poder baseado em prestigio ou fator monetário, são perigosas para a manutenção do poder e os aliados que se conseguem por este meio, são, na hora do perigo, os primeiros a abandonar quem os têm como tais.
Um exemplo de como uma aliança errada pode levar à ruína total de um político ou governante é o caso do Conde Ugolino della Gerardesca (Pisa 1220 – março 1289), Senhor da terça parte do reino Calhiari, na Sardenha, e depois de uma serie de manobras políticas, passando da facção dos gibelinos para os guelfos (duas facções rivais na Toscana da época), se tornou Ditador na Republica de Pisa em 1285. Em 1289, acusado de traição por causa destas alianças que fez, Conde Ugolino, é preso com dois filhos e dois netos e não alimentados morrem de fome na cadeia (pena que lhe impuseram pela acusação de traição a ele atribuída).
Poderíamos citar inúmeros exemplos de erros em alianças que levam à decadência em política, mas o fato é, que ainda hoje, não basta ocupar um cargo e desfrutar dele como se fosse um mero emprego. A política partidária se faz, para se obter o poder e com ele governar uma cidade ou território e iludem-se aqueles que acreditam ir longe com alianças erradas ou o jogo do dinheiro, estes nunca passarão de governos de quinta categoria, depois de algum tempo abandonados, traídos ou esquecidos e que cedem espaço a políticos experientes.
(texto publicado originalmente na revista Ranking Social em junho/julho 2009)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

LEI DA FICHA LIMPA

O Brasil vai contar com mais uma ferramenta para melhorar as eleições, trata-se do projeto de lei que impede pessoas com condenações na justiça de se candidatar. É interessante uma lei como esta, mas não deixa de ser um sinal de que o problema político no país, passa também pela mudança da mentalidade de grande parte de nosso eleitor.
De fato, se no país nosso eleitor fosse mais exigente e soubesse a real importância do voto, não seria necessário esta lei, uma vez que por mais que se candidatassem pessoas com condenação, ou de má índole, estas não seriam eleitas.
Na realidade parte do nosso eleitorado é composta por pessoas corruptas, pois elege sempre alguém que pode lhe prestar um favor pessoal ou a alguém de sua família, e portando, vota com um interesse escuso, ou seja, o de usar o favor alguém que terá um mandato, em seu beneficio próprio.
Outra parte de nosso eleitorado é formada por pessoas, bem retratada pelo teatrólogo Dias Gomes (1922-1999), na novela “O Bem Amado”, com a figura do “Zé do bode”, personagem que quando são aclamava o demagogo Odorico e se bêbado o ofendia. E este é o retrato desta parte do eleitor, que por lei, tendo que votar sóbrio, escolhe sempre o candidato demagogo e corrupto.
Temos ainda uma parte do eleitorado apático, incapaz de entender que o processo eleitoral reflete em sua vida cotidiana, incapaz de se entender como responsável por parte do que é publico. Assim sobra pouco percentual de eleitores capaz de entender o processo eleitoral e de influenciar de alguma forma, fazendo com que nossa situação política permaneça como está há séculos, numa situação dantesca.

terça-feira, 25 de maio de 2010

ACORDO COM O IRÃ?

(Missel Russo no Mar Negro)

Apesar de toda a boa vontade que meia dúzia de ingênuos tenham na América Latina, o acordo nuclear intermediado pelo Brasil, entre o Irã e a comunidade internacional, visando impedir que aquele pais do Oriente Médio tenha a bomba atômica é impossível.
De fato por qualquer ângulo que se olhe a questão é impossível afirmar, como o Governo Brasileiro vem, fazendo, de que o acordo dará certo. O Irã tem uma vocação beligerante, da qual não quer renunciar, com um governo extremista que desde 1979, fez com que a política interna do pais retrocedesse ao império Otomano, forçando a população abdicar de toda influencia ocidental que pudesse ter.
Com este tipo de atitude a bomba atômica para o Irã é um ponto fundamental e este pais não abdicará disto, uma vez que já demonstrou inúmeras vezes que quer dominar o Oriente Médio.
Sendo fundamental esta questão com o Irã ele jamais cumprirá qualquer acordo e se os assinar é só para ganhar tempo. Daí ser inviável qualquer acordo, que pode ser facilmente não cumprido com o enriquecimento de material atômico não declarado para inspeção da Europa e Estados Unidos.
Um outro risco naquela área é a existência de ogivas nucleares, prontas e já em bases de lançamento, nos paises do sul da antiga União Soviética, todos com religião mulçumana e que poderão virar área de influencia do Irã, se o Afeganistão, passar para as mãos dos Talebãs, ou outro grupo radical pró-Iraniano, influência esta que deixaria todo aquele armamento a disposição do Irã.
Devemos lembrar que nem sempre a diplomacia resolve todas as questões, como no caso da 2ª Guerra Mundial e, em relação aos mulçumanos a Europa só existe hoje como se encontra graças às Cruzadas e as guerras de expulsão dos Árabes daquele continente, promovidas principalmente por Henrique de Borgonha, Rodrigo Díaz de Vivar conhecido como “El Cid”; Hunyad Janos e Vlad Tepes (estes dois últimos da Romênia).
Assim é necessário tomar medidas urgentes e que realmente tenham efeito e não apenas acordos com belas intenções que nunca serão cumpridas pelos iranianos.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Hillary Clinton chega ao Brasil nesta Quarta-Feira

A Secretária de Estado dos EUA, Estados Unidos da America, Hillary Clinton, desembarca no Brasil nesta quarta feira 3 de abril.  Em discussão está a posição do Brasil na questão Iraniana, já que a Comunidade internacional quer impor mais sançoes àquele país do Oriente Médio. O Irã quer desenvolver energia atomica com fins belingerantes e tem tomado posiçoes de confronto contra Israel e outros paises, chegando a negar a existencia do Holocausto promovido pela Alemanha Nazista durante a IIª Guerra Mundial.
O Brasil, vem adotando uma politica de simpatia ao Irã, mesmo sabendo que o regime politico naquele pais, tem provocado massacras na população em nome de um governo Teocrático.
Desde que o Brasil é governado pelo Partido dos Trabalhadores, existe uma tendencia do governo  Lula em apoiar ditaduras, como a de Hugo Chavez na Venezuela, ou governos de Caudilhos como o de Manuel Zelaia (Honduras), em posiçoes sempre contrárias aos EUA.

CHILE: 700 MORTOS ATÉ O MOMENTO!

O Terremoto que devastou o Chile neste Ultimo dia 27 de fevereiro, com uma intensidade de 8,8 graus na escala Richter com epicentro na cidade de Concepcion a 500 km da capital do país, Santiago, causou estragos orçados em 30 bilhoes de dolares, segundo as fontes de noticias e até o momento foram resgatadas 700 mortos.
 O chile localiza-se na cordilheira dos Andes, um dobramento moderno, e na decada de 1960 sofreu o mais forte terremoto da história, com 9,5 graus na escala Richter. o valor dos prejuizos do terremoto deste dia 27, equivale a 10 ou 15 % do PIB daquele país.