quinta-feira, 18 de julho de 2013

V DE VINGANÇA


 (máscara com o rosto estilizado de guy falks)
O congresso antes deste recesso de julho criou uma pauta de trabalho devido as manifestações que tiveram inicio no pais a partir de junho voltando atrás inclusive na questão dos suplentes

De fato a pressão nas ruas é grande e, houve e há sinais de que no meio das manifestações pacificas por reformas na saúde educação ou outros temas, esteja também o desejo de uma mudança completa na estrutura de poder que temos  e nos governantes atuais.

Em meio as manifestações pacificas é possível ver algumas pessoas com uma mascara branca com um bigode e um cavanhaque pintados na mascara de modo estilizado.

Trata-se da mascara do gibi V de vingança criada pelo ilustrador  David Loyd. Esta mascara é baseada no  conspirador inglês  Guy falks, que em 1605, quis explodir o prédio do parlamento inglês.

Assim, como em todo movimento de massa há um objetivo de mudança, e por este símbolo que aparece, podemos deduzir que se o grito das ruas não for atendido a tendência pode ser querer a mudança completa do poder.

Para quem pensa que a população brasileira não chega a extremos é só verificarmos, as rebeliões nativistas na época do Brasil colônia, a farroupilha no sul do pais, que por uma década a partir de 1835, criou a republica rio-grandense e as revoluções paulistas de 1924 e 1932.

Em 1964 não foi diferente, e depois de greves, passeatas e protestos, advém um golpe de Estado.

O poder não é imune a mudanças, e o fato de termos saído de uma ditadura político militar em 1985, não significa que teremos uma democracia ainda que não se governe direito e ainda que existam governantes irresponsáveis.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O PAVOR QUE OS GOVERNANTES TÊM DAS RUAS: UM QUADRO KAFIKIANO?


 
 
Neste dia 3 de julho, aniversario de nascimento de Franz Kafka, vemos o Brasil mergulhado em uma maré, por assim  dizer, de protestos. Onde a população reivindica que as instituições funcionem e pede o fim dos privilégios que existem em muitos setores do serviço público.

Com relação ao fim dos privilégios em que muitos funcionários e pessoas que ocupam cargos publicos tem, é inevitável que lembremos do Romance  “Colonia Penal” de Franz Kafka.

Neste romance uma estranha maquina de execução da pena de morte está para ser desativada, uma maquina que escreve no corpo do sentenciado a sua culpa e que o atravessa com agulhas, escrevendo a frase, até que ele  morra.

Para a desativação um inspetor é enviado para ver a maquina e o funcionário que trabalha com a maquina tem que mostrar o funcionamento dela para o inspetor.

Quando o funcionário percebe que não tem como não desativar a maquina e que ele vai perder o privilegio de operá-la, se desespera, fica ansioso e por fim ele se suicida se jogando dentro da maquina.

Assim agem alguns governantes agora, com medo, se explicam, falam, agem, com pavor e medo, com ânsia, numa tentativa desesperada de evitar que a voz do povo se consolide que as reivindicações sejam atendidas, que seus privilégios acabem.

Claro que não chegarão a se suicidar, mas a ânsia o pavor com que escutam e vêm as passeatas é a mesma do oficial que operava a maquina no romance e ouvia inspetor que ia mandar desativar a maquina.

A Colônia Penal é um livro indispensável...
 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

MORTE DE INDIOS NO BRASIL: A VIDA IMITA A ARTE


 ( Grande Otelo no papel de Macunaíma no filme Macunaíma, de 1969, gênero comédia, escrito e dirigido por Joaquim Pedro de Andrade, baseado na obra homônima de Mário de Andrade).


No Brasil em 10 anos 563 índios foram assassinados e 470 índios se suicidaram, segundo o Jornal Diário de Pernambuco. Sem duvidas o resultado de toda uma política equivocada com relação aos índios no pais.

Atualmente sob o nome de uma política de “defesa” dos povos indígenas e suas culturas, tem-se usado os índios no pais como massa de manobra para encobrir interesses industriais da indústria que usa matérias primas de florestas tropicais e equatoriais, como a indústria de cosméticos, ou mesmo a indústria da mineração.

Com a desculpa de que determinada terra é terra indígena, se coloca tribos em terras ricas de minérios ou produtos para indústria de cosméticos. Com isto se impede a exploração das terras por brasileiros, terras estas que ficam a mercê da indústria estrangeira.

A parte que menos interessa nesta questão é o indio, sua segurança, ou seu bem estar. Com a entrega da posse das terras ao índio, o conflito era e é inevitável e com o conflito as mortes citadas na reportagem.

Com o tempo o índio fica abandonado como se viu na reserva indígena Raposa Terra do Sol no Pará e do abandono cai na miséria, restando para ele muitas vezes o suicídio. Um triste fim onde mais uma vez a vida imita a arte, pois na obra Macunaíma de Mario de Andrade ele descrevia a morte do Herói do livro, se que vendo à margem da sociedade, depois de vir para a cidade grande, subiu ao céu numa corda de cipó.

terça-feira, 25 de junho de 2013

DILMA PROPOE REFORMA POLITICA EM DISCURSO


Com as manifestações de rua que se espalham pelo Brasil a presidente Dilma Rousseff , fez ontem mais um pronunciamento.  A OAB e o Movimento Contra a Corrupção apresentou projeto para mudar o sistema político.

Com relação ao Discurso da presidente, ela frisou uma plebiscito para se fazer a reforma política, falou em aumentar o combate a corrupção e a melhorar a saúde.

Mais uma vez, como disse anteriormente aqui neste espaço, um discurso vazio e que peca gravemente em alguns pontos. Primeiramente devemos perguntar para que plebiscito e constituinte para alterar a reforma política, se o Congresso Nacional já tem por sua estrutura jurídica o poder constituinte derivado, indireto.

Tanto que é assim que o congresso pode aprovar emendas à Constituição! Se juridicamente já temos estas ferramentas para que esta inútil proposta? Para jogar a responsabilidade da situação que é grave encima do povo e do congresso?

Encobrir o erro do governo, de fato se tem cometido erro encima de erro, tanto no campo da corrupção, onde bastaria aplicar os Códigos Penal e Processo Penal e as leis penais que já existem e servem para por na cadeia quem é corrupto, quando se realmente se tiver a vontade de trabalhar e processar o criminoso.

Contratar médicos estrangeiros e ainda sem exame de reconvalidação? Para que? Estamos em um pais com cidades onde um hospital tem que disputar o uso da maca com ambulâncias UTI, isto mesmo, tem cidades no Brasil onde o hospital não tendo leito, usa a maca da ambulância quando o doente chega carregado em uma.

Por causa deste uso a ambulância tem que ficar esperando desocupar a maca para sair de novo.

Precisamos de lei, ou de um governo que trabalhe seriamente. A Senhora presidente disse da mudança de leis para mudar o que está errado, mas seu governo dará isenção de imposto para importar feijão.

Não seria mais salutar, no caso do abastecimento da população e da produção de feijão, em vez de mudar leis, criar um incentivo a produção agrícola aqui, onde podemos ter três ou quatro colheitas por ano, dependendo do produto plantado, considerando a fertilidade do solo e o clima aliado ao tamanho do país?

Quando se prega a mudança de lei, como já disse antes, é para empurrar a solução para um próximo governante. Em vez de mudar a lei, basta trabalhar e ser sério, basta trabalhar e lembrar que ser governo não é apenas discursar e tirar fotos.
(Texto irradiado pela Rádio Vida Nova, em 25/06/2013, em  Rotativa Sonora)

segunda-feira, 24 de junho de 2013

SOBRE O PACTO SOCIAL


 (foto: O Globo)

Nesta manhã houve mais protestos no Estado de São Paulo e mais uma vez a presidente da republica fez mais um pronunciamento sobre a questão. O governador do Estado de São Paulo informou não haverá aumento de pedágios.

Há previsão de mais manifestações pelo país. Oras, é mais que evidente a necessidade de se reestruturar as instituições no Brasil. Um país se forma com um grande pacto entre os cidadãos, onde o povo abdica de parte de sua liberdade, em prol da construção do bem, comum.

Quando este bem comum deixa de ser o objetivo do governo, a população retoma sua liberdade para refazer este pacto. Este pacto é o que chamamos contrato social.

Por muito tempo em nosso país, se governa, muitas vezes como se o povo fosse apenas um detalhe, como se não merecesse importância, como se a classe dirigente do país não precisasse dar explicações ao povo.

Acreditou-se por muito tempo que o povo brasileiro era pacifico demais e que suportaria tudo. As passeatas destes últimos dias têm demonstrado o contrario, tem demonstrado que como qualquer outro povo, deve se respeitar a população se se deseja uma nação forte.