segunda-feira, 14 de abril de 2014

HINO DE 7 DE ABRIL


HINO da ABDICAÇÃO ou HINO 7 DE ABRIL ( 1831)
Hino Nacional Brasileiro. Música de Francisco Manuel
da Silva e letra de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva.
Adotado em 1890 como Hino Nacional Brasileiro.
Amanheceu finalmente
Da Pátria o grito
A liberdade ao Brasil
Eis se desata
Não, não vai à sepultura
Do Amazonas
O dia Sete D'Abril
Até ao Prata
A quarta parte do mundo
Da Pátria o grito
Deu às três melhor lição
Eis se desata
Do Amazonas
Da Pátria o grito
Até ao Prata
Eis se desata
Do Amazonas
Sete de Abril, sempre ufano
Até ao Prata
Dos dias seja o primeiro
Ferve amor da liberdade
Chame-se Rio D'Abril
Até nas damas gentis.
O que é Rio de Janeiro
Da Pátria o grito
Da Pátria o grito
Eis se desata
Eis se desata
Do Amazonas
Do Amazonas
Até ao Prata
Até ao Prata
Seja sempre a nossa glória
Nos prometem venturoso
O dia libertador
O porvir mais lisonjeiro.
Da Pátria o grito

Eis se desata

Do Amazonas

Até ao Prata

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Politica e Comportamento

terça-feira, 8 de abril de 2014

O FIM DO PACTO SOCIAL

O Brasil vem atravessando uma serie de crises e, uma das mais inquietantes é a movimentação social, as manifestações que demonstram que estamos a um passo da barbárie, do fim do Estado como o conhecemos.
Cotidianamente vemos nos jornais, casos de justiça com as próprias mãos, pessoas exasperadas que diante de fatos que não lhe dizem respeito saem as ruas para vingar vitima alheia. Crimes graves ou não parte da população sai à rua para em nome de uma suposta indignação contra o erro, linchar alguém.
Este comportamento é o reverso da formação de uma sociedade. Quando se forma um Estado, uma Nação, as pessoas que o constituem, abdicam de parte de sua liberdade em prol do bem comum, do convívio social.
Neste processo sociológico, forma-se em direito o principio que chamamos de monopólio da violência, principio pelo qual somente o Estado tem o direito de processar e julgar alguém. Constituído o Estado nenhuma pessoa pode sob qualquer pretexto exercer um ato de violência contra outro, ainda que seja para se “vingar” de um malfeitor.
Com a existência do Estado, somente os funcionários públicos da área de segurança publica a exemplo de juízes promotores desembargadores, podem nos parâmetros das leis instituídas, processar e julgar alguém.
Quando parte de uma população retoma este ato nas mãos e grande parte do povo acha normal isto, o Estado esta prestes a se desfazer. O Brasil como temos visto esta chegando neste patamar e aqui duas coisas graves podem acontecer.
Chegando a um patamar grave destes para conter um nível de anarquia como estamos pressentindo existir, pode-se decretar estado de sitio e fazer o que é necessário, inclusive com fuzilamento sumario de quem se revolta, como aconteceu na Itália entre 1900 e 1910, na época do primeiro Ministro Giolliti e depois com óleo de rícino e cacetada, como fez Benito Mussolini, na primeira fase de seu governo.
Estas eram medidas extremas em uma Itália onde em varias regiões do pais a população, queriam lutar contra a unificação de 1870 e partiam para a violência desmesurada.
No Brasil nós tivemos episódios também de repressão a movimentos sociais e não me refiro ao golpe que durou de 1964 a 1985. Eu falo aqui da repressão feita por Floriano Peixoto, contra Florianópolis SC (na época Desterro), contra o Rio de Janeiro e Macaé.
O modo de se evitar estas medidas extremas esta em governar-se bem, coisa que de 1985, não se faz com verdadeiro empenho, salvo raras exceções.
Quanto se tem um Estado que corresponde, aos anseios da população, em termos de segurança  saúde, educação, e no dia-a-dia do pais, não haverá revolta.
Se, no entanto, um governo, esquece seu papel, ele abre a porta para a anarquia geral, ou para que algum ditador de plantão tome o poder.

(Mentore Conti)

domingo, 6 de abril de 2014




domingo, 30 de março de 2014

O GOLPE DE 1964

Neste dia 31 de março, mais precisamente no dia primeiro de abril, se comemora  50 anos da tomada do poder por um grupo de políticos e militares, que, com apoio americano derrubaram o governo de João Goulart.
Ainda existem personagens vivos desta época, portanto muitas vezes se desenha um quadro irreal, atribuindo aos militares um papel de destaque que nem sempre tiveram, durante este período.
Alguns fatores ocorreram que fizeram com que João Goulart perdesse o prestigio no cargo e que o resultado desaguasse no golpe. Jaó Goulart assume o poder com a renuncia de Janio da Silva Quadros, que depois de governar sete meses renunciou.
A posse de João Goulart não foi tranquila, herdeiro da política de Getulio Vargas, João Goulart não era bem visto por alguns setores  da sociedade e na política de Janio de abrir dialogo com países não aliados dos Estadunidenses, Goulart estava em visita na China Comunista, quando veio a renuncia de Janio.
Os militares e alas conservadoras da política nacional quiseram impedir a posse de Goulart e, neste ponto seu cunhado Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul toma armas, e com o uso da Radio Guaiba, cria a rede da legalidade. O palácio do governo em Porto Alegre fica cercado.
Com João Goulart  Tancredo Neves consegue encontrar uma saída, aprovar o parlamentarismo, assim Jango, como era chamado João Goulart, pode finalmente assumir o cargo  no dia 7 de setembro de 1962 no dia 2 de setembro de 1961, com o acordo ebtre Tancredo e oposição a Jango o sistema parlamentarista foi aprovado pelo Congresso Nacional. Tancredo Neves, do PSD de Minas Gerais, ministro do governo Vargas, tornou-se primeiro-ministro.
Jango começa seu governo, mas rapidamente começa a buscar que volte o sistema presidencialista para que seu poder aumente novamente. Em 6 de janeiro de 63 o presidencialismo ganho em um plebiscito realizado. A situação de Jango não é confortável, e neste sentido Abelardo Jurema dirá mais tarde em seu livro “Juscelino & Jango PSD & PTB”: “Sempre Considerei como chefes do movimento anti-jango os Governadores Adhemar de Barros e Carlos Lacerda. Sem eles não teria havido a preparação revolucionaria, a agitação nas ruas com “passeatas cristãs”, nem tão pouco recursos para as coberturas das idas e vindas de emissários secretos as diferentes regiões do pais. Também não haveria os meios para a cobertura de despesas, como a de comprar armas. Os empréstimos americanos feitos aos dois Governadores, alicerçaram-nos para uma vigorosa empreitada.
Carlos Lacerda com sua invulgar capacidade de arregimentação de massas comovia grande parte da população. Adhemar de Barros proclamava pela televisão que tinha 60 mil homens em armas para lançar  contra Jango.
Abelardo Jurema que era Ministro da Justiça de João Goulart, disse que em realidade Jango jamais acreditou na radicalização que tomou conta da revolução de 1964.
Na realidade é um grande erro hoje dizer e generalizar que todo o exercito era favorável ao golpe de 1964. Existiam então militares que eram pró João Goulart e também militares que eram de linha comunista.
Eu, como professor de história lembro sempre que o PCB foi criado dentro do movimento tenentista em 1922 e em 1964, havia sim militares comunistas, como se percebe da deserção de Lamarca e como foi confirmado a mim por um dos integrantes da reunião de marinheiros que ocorreu às vésperas do Golpe no Sindicato dos metalúrgicos do Rio de Janeiro.
Os marinheiros estavam de prontidão para reagir aos golpistas quando o comando mandou entregar armas sob pena de ocorrer um massacre.
Fazendo este parênteses por assim dizer vemos que a parte do exercito que estava ao lado do golpe, tinha a visão de que o Brasil caminhava para uma republica de um partido único  e um sistema sindicalista.
Por causa disto aderiu ao movimento dos governadores Adhemar de Barros e Carlos Lacerda, segundo o General de Exercito Aurélio de Lyra Tavares, no seu livro “O Brasil de Minha Geração” o ano de 1963 se encerrara quanto já tudo parecia perdido. As forças armadas sentiam ante o clamor dos apelos que recebiam a angustia que pesava sobre as forças vivas da sociedade.
Este autor cita as criticas que sofriam os chefes militares de maior expressão então por parte dos sindicalistas e o autor nos escreve: “como sempre ocorre no processo de comunização, marchava o pais para o regime unipartidario, para uma espécie de republica sindical, com as forças armadas prestes a serem constituídas, depois de expurgos necessários e sucessivos, apenas de operários e soldados, todos igualmente catequizados ou compelidos, pela drástica disciplina, a cumprirem, com fanatismo e superveniência, à maneira do nazismo, os mandamentos incluídos no catecismo do chamado Partido do Povo.”.
É diante deste quadro que,  vendo a proximidade da esquerda brasileira ao governo João Goulart, vendo a disciplina dos quartéis sendo abalada pela  linha imposta pelo governo, que políticos e militares se unem e com apoio Estadunidense, no dia 31 de março de 1964 inicial o golpe que em poucas horas, já na manha de primeiro de abril tomará o poder no pais.
 Nos dias que antecederam ao golpe, ocorreu uma intensa movimentação de políticos e generais, como o encontro entre Magalhaes Pinto, os generais Olímpio mourão filho, Carlos Luis Guedes Marechal Denys e o Comandante das Forças Estaduais de Minas.
É depois que João Goulart irradia seu discurso aos Sargentos e que o General de Divisão  Olympio Mourão Filho resolve enviar suas tropas  para atacar o governo. Neste ponto se deflagrou o golpe. No dia 4 de abril de 1964, num acordo de governadores, em uma reunião onde sete governadores compareceram: Carlos Lacerda da Guanabara Ildo Menegheti, do Rio grande do Sul, Adhemar de Barros, de São Paulo, Magalhães Pinto de Minas Gerais, Fernando Correia da Costa de Mato Grosso, Nei Braga do Paraná e Mauro Borges de Goiás, e conversaram com Costa e Silva que se colocara como Comandante  em chefe das forças revolucionarias.
Todos a favor de uma eleição imediata pelo congresso ao contrario de uma junta governativa por 30 dias, uma acalorada discussão ocorre entre Costa e Silva e Lacerda e  na sequencia dos fatos, Castelo Branco é colocado como Presidente como queriam os governadores então.

Bibliografia:
General A. de Lyra Tavares, O Brasil de Minha Geração, Biblioteca do Exercito Editora, 1977
Abelardo Jurema, Juscelino & Jango PSD & PTB”, editora artenova, 1979.

John W F Dulles, Castelo Branco O Caminho para a presidência, livraria José Olympio 1979-

sexta-feira, 21 de março de 2014

SOBRE O OUTONO

Estamos na estação do outono que conta com temperatura mais amena e com o fim, neste região, ao menos oficialmente do período de chuvas. No verão aqui no sudeste apresenta uma maior quantidade de chuvas resultado da posição geográfica que temos. Segundo o site da ipmet Instituto de pesquisas metrológicas da UNESP Universidade Estadual Paulista “No trimestre dezembro-janeiro-fevereiro, os totais de chuva variam de 700 a 1000 mm no setor central da Região Sudeste. Estas chuvas são decorrentes principalmente do deslocamento dos sistemas frontais que contribuem para a caracterização da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), e da formação da Alta da Bolívia, anticiclone que se configura sobre o continente sul-americano, na alta troposfera, nos meses de verão. Os valores históricos de temperatura máxima ficam em 24ºC, no leste da Região Sudeste e das temperaturas mínimas médias em 12ºC nas áreas serranas. As climatologias de precipitação e temperaturas máxima e mínima, no Brasil”.Segundo o mesmo site no outono as chuvas diminuem aumentando a entrada das primeiras massas de ar frio vindas do sul.Como noticiado no jornal,”Zero Hora” no sul do pais apesar do verão de calor histórico neste ano, não será um outono atípico. Mas a estação será mais fria do que as dos anos anteriores. Segundo o boletim climático divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas da Universidade Federal de Pelotas (CPPMet/UFPEL), as temperaturas tendem naturalmente a apresentar redução no decorrer da estação, mas neste ano o frio deverá ser intenso e com geadas precoces.