domingo, 11 de janeiro de 2015

TENTATIVA DE CENSURA A MONTEIRO LOBATO



A próxima Ministra da Igualdade Racial Nilda Gomes, foi a autora do parecer do Conselho Nacional de Educação sobre a obra de Monteiro Lobato Caçadas de Pedrinho que definia este livro, como uma obra racista. Em recente decisão Luiz Fux Ministro do Supremo Tribunal Federal rejeitou o mandado de segurança da advocacia racial que pedia a retirada do livro da lista de leitura obrigatória da escola pública.
Na realidade a questão da censura ao livro Caçadas de Pedrinho de monteiro lobato não reside tanto na questão racial, é que muitos leitores não se lembram mais do texto de Monteiro Lobato.
Nesse texto a turma do sítio do pica-pau amarelo fica sabendo da fuga de um rinoceronte de um circo e acaba defendendo o rinoceronte de todo o grupo de pessoas que queria caça-lo.
Neste livro o governo criou o Departamento Nacional de Caça ao Rinoceronte, um ministério que só fazia trapalhadas e durante a narrativa Monteiro Lobato escreve que o governo não passa de um grupo de pessoas que só faz trapalhadas.
 Portanto a ideia de censurar o livro não é porque ele tem cunho racista, mas sim porque o livro mostra que muitas vezes os órgãos do governo brasileiro são órgãos inúteis. Ineficientes cheios de pessoas que não sabem fazer coisa com coisa.
 Este é um livro que todo brasileiro deveria ler antes de votar em uma eleição. Daí a ideia de proibi-lo. Se for realmente lido pelas crianças, futuros eleitores, muitos políticos de hoje não teriam mais voto. Muitos administradores de hoje poderiam ser banidos por eleitores exigentes.
 A ideia da obra infantil de monteiro lobato é fazer um cidadão consciente através da conscientização da criança.
Infelizmente a obra de Monteiro Lobato não é mais divulgada com intensidade hoje em dia. Os conceitos que ele passa através dos livros infantis são os mesmos que ele passava nos livros para os adultos.
Claro que o estilo ácido de Monteiro Lobato faz com que qualquer governo incompetente tenha medo do seu texto e use, a desculpa de preconceito racial um motivo para tolher o livro deste autor das  estantes das livrarias das escolas, ou onde este livro possa causar perigo à incompetência existente.
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“Fazia dois meses que o governo se preocupava seriamente com o caso do rinoceronte fugido havendo organizado o belo Departamento Nacional de Caça ao Rinoceronte com um importante chefe geral de serviço que ganhava três contos por mês é mais doze auxiliares com conto e seiscentos cada afora grande número de datilografas e “encostados”. Essa gente perderia o emprego animal fosse encontrado” (de Caçadas de Pedrinho)




A boneca Emilia, na obra de Monteiro Lobato para alguns críticos é a Voz do próprio autor, qoe diz o que pensa sem temar as consequencias do que fala

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

BETTY BOOP





Betty Boop é uma personagem de desenho animado que apareceu nas séries de filmes Talkartoons e Betty Boop, produzidas por Max Fleischer e distribuídas pela Paramount Pictures em 19311 . Hoje, Betty é considerada uma das personagens dos desenhos animados mais conhecidos do mundo e considerada a rainha dos desenhos animados da década de 1930.
Betty tinha um jeito de garota independente e provocadora, sempre com as pernas de fora, exibindo uma cinta-liga. Foi em 1930 que a personagem imigrante judaica começou sua "carreira", em Dizzy Dishes, espelhando-se nas divas desta década, ao som de muito jazz (Big Bands). Mas Betty Boop ficou famosa mesmo quando interpretou "Boop-Oop-a Doop-Girl", de Helen Kane, e, enfim, entrou para a história, participando de mais de 100 animações. No Brasil, Betty foi dublada por Lina Rossana.

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Origens
Betty Boop fez sua primeira aparição em 9 de agosto de 1930, em Dizzy Dishes , o sexto na série Talkartoon de Fleischer. Embora a atriz Clara Bow seja como o modelo para Betty, ela realmente começou como uma caricatura da cantora Helen Kane. Em sua primeira aparição, a personagem foi criada originalmente como uma espécie de um poodle francês humanóide. Após sua primeira aparição, Betty Boop foi redesenhada como uma personagem humana em 1932, no desenho Any Rags. Suas orelhas moles de poodle se tornaram brincos de argola, e seu nariz preto canino passou a ser nariz humano. Betty Boop apareceu como um personagem coadjuvante em 10 desenhos animados como uma garota flapper, ou seja, uma garota toda arrumada vestindo saia curta.
Durante as primeiras aparições, a voz de Betty foi feita pela Margie Hines. Além desta, a voz da Betty foi feita por várias atrizes, que incluem Kate Wright, Bonnie Poe, Ann Rothschild (também conhecida como Little Ann Little), entre outras. A voz mais conhecida de Boop foi Mae Questel, que a interpretou em vários curtas, desde 1931 até 1938, e também fez a voz da personagem no filme Uma cilada para Roger Rabbit em 1988 e no filme do Gato Félix, em 1991. Hoje em dia, durante os comericiais, sua voz é feita pelas atrizes Cindy Robinson, Sandy Fox, Cheryl Chase e Tara Strong. Em 1932, Betty Boop ganhou seu papel e seu próprio desenho no curta Stopping the Show, onde ela aparece como protagonista.
Polêmica
Em seus primeiros curtas a personagem ia além dos padrões da sociedade nos anos 30, pois suas saias eram muito curtos e mostravam suas pernas inteiras sem nada para cobrir. Em várias cenas mostravam a personagem só com suas roupas intimas e cenas que pareciam que ela estava sendo estuprada
HA! HA! HA!
O episódio de 1934, HA! HA! HA!, fez muita polêmica na época de seu lançamento, pois na história Betty têm que arrancar o dente do palhaço Koko e para acalmar ele, decide usar o gás hilariante, porém o gás se espalha pela cidade inteira fazendo todos rirem. Esse episódio foi acusado de promover o uso de drogas e foi censurado no país.
Código de produção 1934
Em 1934, os curtas-metragens de Betty Boop sofreram alterações devido ao código de produção que censurou algumas características, porque antes, os curtas-metragem eram direcionados para o público adulto.
Desde o dia 1º de julho de 1934, o código de produção sugeriu que Max Fleischer alterasse as características dos seus desenhos e a aparência da personagem. Desde então, Betty deixou de usar roupas muito curtas e passou a vestir um vestido, ou qualquer roupas que cobriam seu corpo até o pescoço, inclusive que seu cabelos passou a ter menos rolos. Betty se tornou uma solteira politicamente correta, possuindo uma personalidade mais responsável e mais séria. O código não permitia que a personagem e um cão chamado Bimbo tivessem uma relação amorosa, que seria considerado zoofilia, pois no curta Betty Boop's Little Pal (1934) Betty passou a ter uma cachorro comum chamado "Pudgy" como seu animal de estimação. Desde então, seus curtas passaram a ter histórias centradas para o público infantil.
Em 1939, a produção dos curtas-metragens de Betty Boop foram encerradas, pois sua última aparição foi no curta "Rhythm on the Reservation".



sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

ACESSE CRÔNICA E ARTE

Não perca em Crônica e Arte, líder da Coreia do Norte quer e propõe fazer acordo com a Coréia do sul e também ainda no site a história de Betty Boop personagem de desenho animado que causou euforia na década de 30 nos Estados Unidos da América clique no site:
Cronica e Arte

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

M - O Vampiro de Dusseldorf

O cineasta alemão que negou emprego do próprio Hitler criou sua maior obra-prima em 1931, com M – O Vampiro de Dusseldorf. É verdade que cinco anos antes, em 1926, Fritz Lang dirigiu com maestria técnica o futurista Metrópolis, mas é com M que o mesmo diretor chegou ao que considero sua perfeição. Inspirado claramente pelo Expressionismo Alemão (tendência artística inspirada no temor ao desconhecido e ao sobrenatural), cujos primeiros exemplos no cinema são filmes como O Gabinete do Dr. Caligari e Nosferatu, M possui uma fotografia característica do movimento, cheia de sombras e escuridão, e personagens misteriosos, além de momentos aterrorizantes. O filme envelheceu um pouco, é verdade, mas ainda pode ser considerado uma obra-prima magistral, das maiores que o cinema já viu.
M é reconhecido hoje como o primeiro grande filme da cinemateca alemã. Originalmente, seria chamado de The Murders are Among Us ("Os Assassinos estão Entre Nós"), o que poderia ser considerada uma referência a um grupo Nazista da época. Com medo de que reconhecessem tal referência, Fritz Lang acabou alterando o título para “M”, da palavra Murders. O filme foi baseado em um caso verídico, do assassino em série Peter Kuerten, na mesma cidade de Dusseldorf do filme, embora o roteiro tenha muitos elementos fictícios, e fala sobre um infanticida que vem aterrorizando as mães daquela cidade (o assassino original não matava crianças). O criminoso põe toda a força policial e toda a população em alerta, e começa a ser caçado intensamente, a ponto de chegar a atrapalhar os negócios da máfia local, que passa a procurá-lo sem parar também.
O filme é sensacional também no uso do som, possuindo uma linguagem muito a frente de seu tempo. Lang foi um dos primeiros cineastas a utilizar o som para ajudar a contar a história além do que mostram as imagens. Frame parado, imagem suspensa, e o som continua contando a história. Dessa forma foram criados momentos de suspense e tensão inacreditáveis, como na cena em que o assassino, acuado como um rato por seus perseguidores em um canto escuro (imagem parada em sua expressão de medo) ouve o som deles cada vez mais alto, e sabe que será inevitavelmente descoberto. O uso da música In the Hall of the Mountain King, como marca registrada do assassino, que a assobia enquanto anda calmamente pelas ruas, também ajuda a criar um clima de suspense maravilhoso.
M, embora não seja tecnicamente tão impressionante como Metrópolis (na realidade é melhor, mas apenas por causa da evolução natural do cinema, mas relativamente falando não é tão revolucionário quanto), é mais interessante em termos de narrativa, que aqui poucas vezes fica monótona (característica comum em Metrópolis, por mais que os críticos em geral o idolatrem). É a utilização da técnica aliada a uma história de conteúdo importante. Sobretudo o personagem de Peter Lorre, o assassino, que aparece apenas com destaque na segunda metade do filme, é multidimensional e completo. Os olhos do ator, atormentados na cena final, produzem um dos melhores momentos do filme, para não dizer de todos os tempos no cinema, sem exageros. É um momento único e forte, que retrata toda a personalidade ambígua do personagem. Um dos assassinos mais interessantes do cinema: perigoso e ingênuo, medroso, ao mesmo tempo.
Como em Metrópolis, novamente o ser humano e suas emoções são o ponto de suporte da história de um filme de Fritz Lang. O diretor retrata o pior do ser humano: sua hipocrisia, arrogância, como o assassino que acaba julgando o assassino, ou a acusação da lei do homem com suas falhas óbvias que deixam assassinos soltos, com a desculpa de que problemas mentais os deixam irresponsáveis pelos seus atos (de qualquer forma, a lei do homem não traz as vítimas de volta, como constata a mãe na maravilhosa e tocante cena final). Seria o personagem de Lorre realmente um doente mental, ou seu comportamento é apenas um artifício para tentar se livrar da pena de morte? A carta que escreve aos jornais dá indícios de que ele faz isso deliberadamente, por exemplo, embora essa questão seja duvidosa.
Independente de questões sobre a perfeição (ou não) do roteiro, M é sim um filme completo. Além do clima de suspense, promovido evidentemente pela linguagem visual e pelo seu próprio tema sinistro, das maravilhosas interpretações (fora a figura do assassino, o filme não tem outro personagem forte: todos os coadjuvantes têm sua importância para contar a história), do estudo do comportamento humano, sobra ainda espaço para o humor, obviamente que de forma leve, quase invisível. Toda a cena em que os perseguidores da máfia perseguem o personagem de Lorre na fábrica vazia é uma grande piada, no bom sentido. Pelo menos pode ser vista desse jeito. Lá estão os 10 patetas (ou seja lá qual quantidade de pessoas for) tentando caçar um rato das formas mais absurdas possíveis, para não serem descobertos. E quando um deles é capturado pela polícia, momentos depois, a cena do interrogatório pode ser considerada no mínimo irônica: o gato virou o rato.
Fritz Lang, a frente do seu tempo, já acabara prevendo, de forma bem sutil, os problemas que o Nazismo traria para o mundo. M serve, porque não, como uma crítica sutil (não literal) a esse regime ditatorial que, anos mais tarde, aterrorizaria meio mundo. O diretor acabou sendo banido do seu próprio país, indo parar em Hollywood, onde fez alguns ótimos filmes, como o noir Os Corruptos, de 1953, considerado um dos melhores do gênero naquela década. Mesmo assim nunca conseguiu igualar novamente M. Clássico absoluto e necessário para se entender melhor esse cineasta dos mais importantes. Mais de sete décadas depois, seu filme ainda permanece impressionante.
(Por Alexandre Koball)

O Encouraçado Potemkin


O Encouraçado Potemkin é a realização mais importante e conhecida do russo Serguei Eisenstein. O filme é considerado um marco na montagem cinematográfica. Filmado em 1925, o filme parte de um fato histórico de 1905 - rebelião de marinheiros de navio de guerra - para criar uma obra universal que fala contra a injustiça e sobre o poder coletivo que há nas revoluções populares.
O filme é dividido em cinco partes que se ocupam em provocar uma situação tal de espaço-tempo onde todos os pormenores apresentam um significado a ser apreendido pelo espectador. De forma a transcrever ideias complexas e ideologias profundas, Eisenstein chegou ao uso de técnicas de montagem inspiradas nos ideogramas orientais. Se determinado ideograma significa "telhado" e outro, "esposa", a união dos dois é lida como lar. Desta forma, é o choque entre duas imagens aparentemente díspares que cria o impacto, o sentido a que se quer chegar.
A clássica cena na escadaria de Odessa é a quarta parte do filme. As cenas iniciais banhadas em luz e alegria são substituídas pelas imagens chocantes de repressão violenta pela guarda do Czar. A própria escada já traz, em si, um símbolo da cruel hierárquica social e política, da diferença entre as classes. A cena da mãe assassinada, cujo carrinho de bebê desce degraus abaixo, é sempre citada como uma das mais famosas da história do cinema.
Eisenstein foi precursor no uso de efeitos especiais, usou contrastes e relações de corte e montagem que ainda hoje servem como base para a realização de filmes experimentais.
Originalmente o filme teve uma partitura especialmente concebida pelo compositor alemão Edmund Meisel, que trabalhou em colaboração com Eisenstein. Com o passar dos anos o filme foi recebendo diversos acompanhamentos musicais, consoante as distribuidoras. Uma das versões mais conhecidas apresenta-o ilustrado pela Sinfonia nº 5 de Dmitri Chostakovitch. Em 2005 o filme ganhou uma versão sonorizada pela dupla britânica Pet Shop Boys em colaboração com a Orquestra Sinfônica de Dresden. Essa versão foi apresentada pela primeira vez ao ar livre na Trafalgar Square, de Londres.
Em uma de suas cenas, o filme The Untouchables (br: Os Intocáveis), de Brian de Palma, de 1987, faz referência à cena da escadaria.
Sinopse[editar | editar código-fonte]
Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Baseado em eventos históricos, o filme conta a história de uma rebelião no Navio de Guerra Potemkin. O que começou como um protesto, gerou uma rebelião depois que foram servidas carnes estragadas aos marujos no jantar. Os marujos erguem a bandeira vermelha e tentam levar a revolução no navio até a sua terra natal, a cidade de Odessa.

DADOS DO POTENKIN


dados do navio
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Knyaz Potemkin Tavricheskiy
Couraçado Potemkin (1898 - 1922)
Carreira
Construção Estaleiros de Nikolayev
Lançamento 8 de Outubro de 1898
Patrono 1900 – 1905 Grigori
Alexandrovich Potemkin
1906-1917 São Pantaleão
Período de serviço 1904 - 1920
Estado Desmantelado
Características gerais
Deslocamento 12 500 ton.
Comprimento 115. m
Boca 22.3 m
Calado 8.2 m
Propulsão 22 Caldeiras a carvão
Bellville com dois eixos
Velocidade 16 nós
Tripulação 730 homens

O couraçado Potemkin (em russo: Потëмкин; transl. Patiômkin - nome completo: Князь Потëмкин Таврический; transl. Kniáz' Patiômkin Tavritchéski, literalmente "Príncipe Potemkin de Táurida) foi um navio de guerra da Frota do Mar Negro da Rússia. Foi construído nos estaleiros de Nikolayev em 1898 e entrou ao serviço em 1904. Foi baptizado em homenagem a Grigori Alexandrovich Potemkin, um militar do século XVIII. A construção do navio foi baseada no Couraçado Tri Sviatitelia e numa versão modernizada da classe de Couraçados Peresviet.A couraça foi concebida tendo por base o Couraçado Britânico HMS Majestic. Este navio tornou-se famoso devido à revolta da sua tripulação, que nele ocorreu em Junho de 1905 devido às más condições em que operavam, às implicações da derrota russa na Batalha de Tsushima e em plena Revolução de 1905. Serguei Eisenstein realizaria, em 1925, um filme sobre a revolta, chamado Bronenosets Potyomkin, o qual se tornou num marco da história do cinema. Após a revolta o navio mudou de nome para 'Panteleimon, a partir de São Pantaleão, tendo voltado ao nome original em Fevereiro de 1917. A seguir à Revolução de Outubro, seu nome foi alterado definitivamente para Boretz za Svobodu. Em 1918 foi capturado em Sebastopol pelo Exército alemão, sendo mais tarde recapturado ao Exército branco e entregue em 1919 às forças aliadas, que o fizeram explodir de modo a impedir a sua utilização pelos Bolcheviques. O Couraçado Potemkin seria finalmente desmantelado em 1922.